Bastidores da abertura de Negócio da China.

Depois de conferirem todos os detalhes sobre a abertura de Negócio da China, veja agora uma matéria do Video Show que trouxe todos os detalhes do seu making of, que além de contar com uma superprodução, teve a participação ilustre de Ney Matogrosso.

Postado por André Luiz Sens

RBS TV lança sua nova marca.

A RBS TV, a afiliada da Rede Globo nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estreou hoje sua nova identidade visual. Com intuito de acompanhar a evolução da televisão e se aproximar mais uma vez de sua emissora nacional, a RBS solicitou mais uma vez o trabalho do designer Hans Donner para renovar sua marca.

Símbolos atuais da Rede Globo e RBS TV.

Em 1979, com a compra da TV Catarinense, a TV Gaúcha passou a se chamar RBS TV (Rede Brasil Sul de Televisão) e , portanto, precisava de uma nova marca. Donner então aproveitou alguns elementos que formavam a marca gráfica da TV Gaúcha e agregou características formais e cromáticas que se aproximavam mais com a Rede Globo. Foi então que o olho ganhou uma estilização ainda maior transformando-se em um disco com um orifício central. Posteriormente, esse disco foi finalmente transformado em um globo e, com o passar do anos, pequenas intervenções foram realizadas.

Evolução da marca

Mas esse ano, o designer, assim como fez na Rede Globo, procurou trazer mudanças mais profundas, acompanhando essa estética contemporânea oriunda da internet, sem deixar, é claro, de fazer a tradicional vínculo semântico com padrão nacional.  Foram empregados, inclusive materiais, iluminação e texturas similares a marca renovada da Rede Globo, também inaugurada esse ano. Mesmo com tantas similaridades, uma das transformações mais marcantes certamente é a logotipia, que agora recebe letras minúsculas, ao contrário do robusto lettering anterior, que acabou trazendo uma hamonia maior com o próprio símbolo e se adequando ainda mais a essa nova linguagem.

Confira também a entrevista na RBS TV com Hans Donner, falando sobre a nova marca.

Evolução das vinhetas da RBS TV.

Vinheta RBS TV 2008.

Postado por André Luiz Sens

Pílula Televisual: Abertura de Raul Gil Tamanho Família.

Apresentando seus mais populares quadros, Raul Gil estreou esse ano na Band o programa Raul Gil Tamanho Família. Mesmo com características diferentes, o apresentador e a equipe de criação da vinheta de abertura recorreu a uma recurso criativo já utilizada por outro famoso programa popular: o Domingão do Faustão, de 1994. Mas diferente da estética realista do programa da Rede Globo, o apresentador da Band interage com animações bidimensionais e tridimensionais que variam predominantemente entre o azul e branco, contribuindo para uma linguagem mais leve, lúdica e infantil. Mesmo assim as idéias são muito parecidas, inclusive no quesito de fazer uma associação lógica com o nome da atração. Para telespectadores mais exigentes, isso pode ter trazido um ponto negativo para a comunicação visual do programa de Rau Gil, principalmente por apresentarem públicos-alvos semelhantes.

Postado por André Luiz Sens

(Graças ao Kibe Loco)

Pílula Televisual: Abertura de Cidadão Brasileiro.

Em 2006, a Record estreou a novela Cidadão Brasileiro, que contava a trajetória Antônio Maciel, desde de 1955 até a atualidade. A justificativa para o nome da trama se deu porque Maciel havia se envolvido ao longo de sua vida, em vários momentos históricos marcantes do país, incluindo até a formação de Brasília. E era a partir desse contexto que a abertura se baseava. Na vinheta, um homem caminhava e envelhecia enquanto seu ambiente ao seu redor modificava-se de acordo com sua evolução. Mesmo não sendo uma idéia original, a composição e animação das imagens e dos elementos cênicos foram muito bem executadas e organizadas, de modo a passar a nítida idéia, através de uma estética realista, de uma construção evolutiva de forma tênue e integrada e ao mesmo tempo marcante e emocionante (devido, é claro, a contribuição da trilha sonora “Ponteio”, de Edu Lobo e Zizi Possi.

Postado por André Luiz Sens

Pílula Televisual: Abertura de Sinhazinha Flô.


Após a leitura do artigo sobre as aberturas de Roque Santeiro, você deve ter notado a menção a novela de época Sinhazinha Flô, transmitida pela Rede Globo em 1977. Após a censura da novela de Dias Gomes, os criadores puderam aproveitar a sua trilha sonora. Enquanto que em Roque Santeiro, a melodia foi escolhida muito mais por causa de sua melodia extremamente nordestina, em Sinhazinha Flô, o aproveitamento da música se deu em virtude da letra, que tratava dos mesmos assuntos abordados na trama, como o Período Colonial e a Escravatura.

E para compor a vinheta, optou-se pelo emprego de rendas brancas (largamente utilizadas nas vestimentas e casas da época) dos mais variados desenhos e formatos que se moviam, giravam, ganhavam e perdiam o foco, formando assim, composições e grafismos interessantes, sem a necessidade de qualquer auxílio computacional.

Postado por André Luiz Sens

Abrindo a Novela: Negócio da China.

Negócio da China, de Miguel Falabella, é a nova novela da seis da Rede Globo. E diferente das últimas novelas do horário, essa traz uma temática completamente contemporânea. E uma das referências principais da trama são os bem humorados filmes de luta, estilo Jackie Chan. A própria história é iniciada na China, envolve um roubo milinário, possui personagens chineses e  obviamente muita luta marcial.

A abertura, no intuito de apresentar todos esses elementos, recorreu a uma das cenas da própria novela, na qual a personagem Liu efetua um roubo bilionário através de um pen drive dourado em um cassino em Macau. Após o ocorrido, Liu é perseguido por “infinitas” pessoas desde o escritório até o saguão principal do empreendimento. Toda essa situação, que envolveu socos, voadeiras, bandejadas, bombas e muitos clichês clássicos desse cinema, é também o desencadeador de toda trama, além de sintetizar todas as principais características do folhetim. Essas cenas deixaram inclusive de serem utilizadas na trama para serem inseridas primeiramente na abertura de forma linear, com a entrada do intervalo comercial. A abertura funcionou com uma continuação do próprio capítulo.

Mesmo a cultura da China ainda estar impregnada na cabeça dos brasileiros devido aos recentes jogos olímpicos, a equipe de criação insitiu em agregar mais alguns símbolos chineses para contribuir para a associação, como um dragão chinês dourado (provavelmente em virtude do design do pen drive) e um típico congo, que está presente na assinatura gráfica. E como não poderia deixar de ser, a tipografia do logotipo e o vermelho reforçam ainda mais essa estética oriental. Outra novidade relacionada a isso, são as vinhetas de entrada e retorno dos comerciais que, em vez de mostrarem um parte da abertura como usual, elas inovaram trazendo os bonequinhos tridimensionais que representam personagens chineses e que já puderam ser vistos nas chamadas da novela.

boneco negócio da china

Já a trilha de abertura conta com o cantor Ney Matogrosso que canta uma música, denominada “Lig-Lig-Lig-Lé”, que faz uma ligação descontraída, tanto na letra quanto na melodia, entre os costumes do Brasil e esse país que dá nome a novela. O cantor, aliás, é a apresentação especial do cassino no capítulo inicial.

Postado por André Luiz Sens

Aberturas de Roque Santeiro.

Em 1975, a Rede Globo tentou estrear a novela de Dias Gomes, Roque Santeiro. A novela fazia uma sátira á cultura brasileira, principalmente das pequenas cidades, envolvendo a necessidade do culto e manutenção de mitos, por motivações econômicas, inclusive. Na novela, a história se passava na cidade fictícia do nordeste Asa Branca. Nela foi criada o mito do milagreiro Roque Santeiro (porque modelava santos de barro), que teria morrido como mártir depois de uma batalha com o cancaceiro Navalhada e que, após sua morte, foi atribuido a ele, uma série de milagres.

Contudo, no auge da censura televisiva, antes mesmo de estreá-la, a novela foi censurada. E com isso, uma interessante abertura também deixou de ser transmitida. Baseada na linguagem dos córdeis, livretos de poesias populares comuns no nordeste, e na estética das xilogravuras, marca registrada desses livretos, a vinheta simulava uma narrativa fantástica, na qual os atores eram apresentados em meio a ilustrações de seres mitólógicos, monstros e personagens cangaceiras. Em algumas dessas ilustrações percebe-se claramente a apresença de elementos do folclore e da cultura nacional, assim como nos próprios cordéis.

Em 1985, a Rede Globo felizmente retoma o projeto de Roque Santeiro. Mas, nesse momento, foi incumbido a Hans Donner a tarefa de modernizar a novela, trazendo uma nova vinheta de abertura. E assim como já de costume, ele utilizou a ambigüidade e o surrealismo através de um interessante jogo de imagens.  Nela, ele mostrava de forma inusitada a invasão do homem no espaço natural brasileiro. Tratores andavam sobre espigas de milhos, bóias-frias caminhavam sobre folhas gigantes, motocicletas ziguezaguevam sobre cocos,  barcos navegam sobre uma asa azul de borboleta, entre outras situações curiosas. Para a produção desses efeitos, foram recorridos aos recursos do cromaqui e de miniaturas, embora a idéia incial de Donner era utilizar carros de verdade na cena em que há um engarrafamento sobre uma vitória-régia.

Já a assinatura gráfica, com aspecto bem mais contemporâneo que a versão anterior, tentava evidenciar de forma sucinta dois dos aspectos mais presentes na sua personagem principal que dá título a novela: a brasilidade, através do paleta cromática; e a santidade, por uma simples interferência formal na logotipia, transformando o “Q” central em uma auréola estilizada.

Mesmo  trazendo uma associação mais coerente a história, a abertura de 1975 trazia algumas limitações comerciais em relação a segunda versão, que tinha um apelo mais popular e uma linguagem mais dinâmica e divertida, incluindo até a alegre trilha sonora “Santa Fé”, cantada por Moraes Moreira, em substituição da melodia da primeira abertura (aproveitada na abertura de Sinhazinha Flô, em 1978) que possuía um ritmo mais pesado e regional, oriundo da cultura do sertão nordestino e do xaxado.

Abertura de 1975

Abertura de 1985

Postado por André Luiz Sens

(Confira este artigo também no Tele História)

Abertura: Dexter

Dexter é uma série de sucesso do canal Showtime, que tem como enredo principal a vida de Dexter Morgan (Michael C. Hall), analista forense especialista em padrões de dispersão de sangue e, nas horas vagas, um meticuloso serial killer de criminosos nos quais a Justiça não conseguiu prender. O mais interessante é que ele se utiliza de suas habilidades profissionais e do meio onde ele trabalha como um ótimo disfarce para os seus próprios crimes.

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