Abertura: Alto Astral

Um rapaz se apaixona depois de muito anos pela moça dos seus desenhos que produzira desde jovem. Esse encontro não é marcado por uma simples coincidência, mas pelo intermédio de espíritos que buscam unir o casal predestinado. Dentro dessa sinopse que surge a abertura da novela Alto Astral.

Nela são detalhados os movimentos orgânicos de tinhas coloridas sobre o papeis, formando rostos e paisagens envolvendo o casal protagonista Caíque (Sergio Guizé) e Laura (Nathalia Dill). Apesar de lembrar conceitualmente e tecnicamente a abertura da série Marco Polo, o resultado no folhetim se diferencia pela leveza e romantismo, mais condizente com a própria trama. Além disso, as imagens aquareladas buscam de certa forma transmitir o lado espiritual ou fantasioso da narrativa.

Mesmo assim, a vinheta recorre a soluções óbvias e dispensáveis para enfatizar o romantismo e o espiritismo presentes na novela. Um deles acontece no final, quando os desenhos estáticos ganham movimento. Esse evento soa artificial e conflita com o desenvolvimento mais naturalista da animação. A riqueza de detalhes das tintas sobre o papel nos faz até duvidar da ação do computador até o momento do beijo. Apesar disso, essa solução gráfica no término da vinheta busca produzir um subtexto consistente e interessante oriundo da própria trama: a ideia do sonho tornando-se realidade.

Para completar, os papeis que servem de suporte para as imagens se transformam em pequenas nuvens que ajudam a compor o logotipo bastante simples, formado por um tipografia sem serifa e condensada. Nesse momento, recorre-se a uma representação óbvia do paraíso e uma transição forçada para a assinatura. Um trabalho tipográfico mais elaborado, inclusive utilizando o próprio recurso da aquarela, poderia suprimir esse grafismo adicional.

De modo geral, a embalagem executada pelo brilhante e premiado estúdio Beeld, em conjunto com a equipe Videographics da Rede Globo, consegue transmitir as ideias gerais da trama de modo sofisticado e empolgar definitivamente aqueles que buscam algo romântico, leve e divertido.

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Ficha Técnica

Ano: 2015
Canal: Rede Globo
Logo Design: Videographics-CGCOM
Direção (Videographics-CGCOM): Alexandre Romano, Roberto Stein e Alexandre Pit
Criação (Videographics-CGCOM): Roberto Stein e Alexandre Pit
Direção de Arte (Videographics-CGCOM): Alexandre Romano
Design e Animação (Beeld): Papito, Marcelo Mourão, Greco Bernardi, Eduardo Tosto, Filippo Johansson, Artur Rocha, Michelle Medeiros, Kaio Jonathan, Cristian Meza, Victor Marcello, Rodolfo Perissé.
Imagens de Tinta: Janeiro Filmes
Trilha: “Alma”, por Zélia Duncan

Abertura: Babilônia

Babilônia foi uma famosa cidade da Mesopotâmia transformada pela Bíblia em uma metáfora para confusão e pecado. É também como é chamada a nova novela das nove da Rede Globo, cercada de personagens polêmicos que certamente se enquadrariam a alusão pagã do livro sagrado cristão. Mas a motivação principal para o nome se concentra em um dos principais cenários da trama: o morro da Babilônia, no Rio de Janeiro.

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Abertura: Império

A novela Império trata da trajetória bem sucedida do milionário e comendador José Alfredo até sua derrocada, a partir do desaparecimento de seu talismã: o diamante rosa. Com isso, seu “império”, formado por sua fábrica homônima de joias e sua abastada família, passa por uma série de intrincados conflitos.

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Abertura: Boogie Oogie

A boate Boogie Oogie é um dos cenários principais da novela das seis de nome igual, cuja história se passa em 1978. Uma homenagem a memorável Dancin Days, danceteria fictícia da trama homônima originalmente apresentada no mesmo ano.

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Abertura: Marco Polo

A história de Marco Polo é a mais nova aposta do Netflix. A série mostra os jogos de traição, poder e intrigas do explorador em sua jornada pela Rota da Seda até o palácio do grande Imperador mongol Kublai Khan. Transmitida originalmente em 1982 pela NBC, o remake ganha novos episódios, um elenco de peso e cenários exuberantes. Continue Lendo

Saul Bass e anos 60 inspiram abertura alternativa de Game of Thrones

Game of Thrones vem estimulando produções cada vez mais criativas entre seus fãs envolvendo a marca, a história e suas personagens. A última iniciativa fan-made foi a do designer alemão Milan Vuckovic, que desenvolveu uma incrível abertura alternativa da série inspirada no estilo gráfico de Saul Bass e na estética audiovisual dos anos 60.

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Abertura: O Rebu

Em 1974, O Rebu apresentava um trama policial com um formato narrativo inovador para teledramaturgia brasileira. Além do assassino e da motivação do crime, o público desconhecia a identidade da vítima. Mas o principal diferencial era o tempo da trama: os 112 capítulos foram distribuídos nas 24 horas de uma festa, em sequência não cronológica e com flashbacks relacionados ao passado das personagens.

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Abertura: Geração Brasil

A novela Geração Brasil mistura de modo caricatural o universo da tecnologia com a cultura brasileira. Jonas Marra (Murilo Benício), o Steve Jobs tupiniquim, volta ao seu país trazendo sua família e a sua bem sucedida empresa de tecnologia do Vale do Silício.

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