Abertura: Carrossel

Originalmente transmitida pelo canal mexicano Televisa em 1989, o folhetim infantil Carrossel (Carrusel) contava a história da turma da 2ª série do Ensino Fundamental da Escola Mundial e sua bondosa professora Helena (Gabriela Rivero). Exibido pelo SBT, teve um enorme sucesso e repercussão no Brasil em 1993.  Este ano, o canal estreou um remake totalmente brasileiro, com uma estética particular e atores nacionais, incluindo Rosanne Mulholland, como professora Helena e a apresentadora infantil Maísa Silva no papel da aluna Valéria.

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Abertura: Corações Feridos

Gravada entre março e agosto de 2010, só agora, em 2012, o SBT decidiu colocar no ar a novela “Corações Feridos”, adaptação da novela mexicana “La Mentira”, exibida pelo próprio canal em 2000 com o nome “A Mentira”.

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Abertura: Amor e Revolução

Mesmo tendo uma novela totalmente gravada e pronta para ser exibida, “Pássaros Feridos”, o SBT resolveu estrear em abril outra novela, carregada de expectativas e características inéditas para o canal.

Diferente de outras novelas, “Amor e Revolução” não entra no ar totalmente gravada. Ao longo dos capítulos, ao sabor da audiêcnia, a novela poderá sofrer alterações, algo que já é comum em outros canais. Mas o principal atrativo da novela é seu tema central, a ditadura militar no Brasil.

Seus personagens principais são guerrilheiros, militares e famílias que viveram nesse período do país. Tiago Santiago, autor na novela, prometeu cenas bem reais, com torturas e depoimentos de pessoas que viveram no período. Há também outra trama, mais comum em novelas, o amor proibido entre uma estudante e um militar.

A abertura da novela, como não poderia deixar de ser, retrata a época da ditadura, mas de um maneira interessante. Como uma mancha de tinta numa folha velha de papel vemos surgir um cenário que parece ser um gabinete e depois um militar, que parece ser general, sentado atrás da mesa. A seguir, várias cenas aparecem no mesmo formato, surge um cenário com várias pessoas em que uma delas está no centro da tela, ela então desaparece, como se fosse apagada. Cenas após cena, vemos pessoas com diferentes ocupações e em diferentes situações desaparecendo na tela, desde jornalistas, estudantes e pais de família, até um membro da UNE, União Nacional dos Estudantes, órgão que lutou contra a ditadura, um homem sendo torturado e um cantor.

Essa sequência mostra de forma quase velada o que acontecia nesse período. Quando o militar entra em cena, os outros personagens que são contra ele somem, sem deixar rastros, numa referência clara aos desaparecidos políticos, centenas de pessoas que morreram por lutarem contra os militares.

A mancha de tinta que cai sobre um papel envelhecido e forma a cena com uma pintura viva nos remete aos documentos perdidos do período, um resgate da história do país.

Paralelo a isso vemos cenas de soldados e jovens andando pelas ruas até que acontece um encontro entre eles. Os dois grupos fazem os mesmos movimentos e são mostrados os mesmos ângulos de câmera, mas aparecem de forma espelhada, como se a intenção fosse a mesma, lutar pelo que acreditam, mas defendendo objetivos opostos.

No fim, uma estudante e um soldado se entreolham e ela então coloca uma flor no cano da arma dele, que forma o logotipo da novela. A cena nos faz lembrar de um verso da música “Para não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré, que virou um hino do movimento contra a ditadura. “E acreditam nas flores Vencendo o canhão”.

Essa cena final mostra a outra história da trama, a paixão da estudante pelo soldado.

Se fosse centrada apenas nos desaparecidos políticos, a abertura de “Amor e Revolução” talvez tivesse mais impacto e não ficaria tão cansativa e estranha. Mesmo sabendo pelas roupas e pelo contexto, que o encontro entre os jovens no final fala sobre a ditadura, a cena perece descolada das outras e traz um apelo fácil sobre o que se pensa a respeito da ditadura. De forma mais lúdica e menos óbvia, as cenas das pessoas desparecendo sem explicação e sem que ninguém se mexesse após o surgimento da figura do general trazem mais impacto e até mais angústia, por revelar bastidores do período, algo que a novela se propõe.

Mesmo com esse problema de enredo, a abertura é um salto para as produções do SBT, que quase sempre são classificadas como bregas e sem apuro técnico e visual.

>>> Ficha Técnica

Ano: 2011

Canal: Criação Visual SBT

Visual

Produção: SBT

Som

Trilha: “Roda Viva” (de Chico Buarque por MPB-4)

Vinheta: SBT [2010]

Em virtude das comemorações de seus 29 anos, o SBT lançou uma nova vinheta, criada não internamente como de costume, mas por uma agência, chamada Publicis. No entanto, a estética e  o estilo SBT continua presente com a apresentação dos principais artistas da casa em uma cidade formada por aparelhos televisores. Essa vinheta acompanha a linguagem da mídia impressa, mantendo o slogan “A TV mais feliz do Brasil” lançado ano passado. No entanto, sai de cena o clima cômico das montagens com dancinhas engraçadas e propõe-se uma linguagem mais imponente como a emissora já utilizou e costuma utilizar em suas vinhetas, sejam com helicópteros, paisagens naturais ou tomadas grandiosas pelo complexo Anhanguera.

Alguns comentários pela internet fazem comparação a abertura de Selva de Pedra de 1986, o que não faz o menor sentido. Apesar das semelhanças em virtude do sobrevôo sobre prédios, o vídeo do SBT traz um conceito e linguagem completamente diferentes. Os aparelhos televisores trazem realmente um diferencial bastante interessante e a interação com os artistas promovem uma aproximação da peça e da marca SBT com sua audiência de maneira bem forte. A emoção é passada através do figurativo, sem qualquer pretensão de uma leitura um pouco mais rebuscada. Isso fica mais evidente na cena final quando a apresentadora mirim Maísa vestida de ninja aparece pulando um prédio ao estilo Matrix e depois, com um controle remoto da mão, aparece ligando as telinhas de um imenso edifício com a figura de Silvio Santos. Certamente, o vídeo apresenta elementos suficientes para  agradar o espectador do SBT. E dessa vez, sem poupar investimentos em produção, ao contrário do que pudemos acompanhar ano passado.


>>> Ficha Técnica

Ano: 2010

Canal: SBT

Produção: Hugo Rodrigues, Kevin Zung, Gustavo Alves, Rodrigo Panucci, Fernando Sanches, Margarida Flores e Filmes, IlegalFX, Átomo ZFX e Publicis

Som: S de Samba

>>> Postado por André Luiz Sens

Abertura: A História de Ana Raio e Zé Trovão [2010].

Reestreou ontem no SBT a novela “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, transmitida originalmente pela Rede Machete em 1990. E para acompanhar as evoluções técnicas e culturais após 20 anos, o canal precisou fazer algumas reformulações como uma edição mais dinâmica, incluindo até corte de capítulos.  Até a abertura precisou evidentemente sofrer algumas modificações por questões técnicas, embora seja quase integralmente a mesma da versão original. Ela não foi refeita, como aconteceu com a novela Pantanal, recentemente retransmitida. Provavelmente por questões orçamentárias. As únicas alterações estão na retirada do patrocínio dos postos Ipiranga e na assinatura, substituindo a horrenda e problemática marca da versão original.  Graças aos recursos de computação gráfica atuais e ao bom senso, ela ficou mais coerente, legível e interessante. Transformou inclusive um simples brasão vazado em uma bela e lustrosa fivela, respeitando e evidenciando de forma inteligente o clima rural da novela.

A abertura, assim como já comentada em post anterior, continua trazendo a pluralidade cultural do Brasil de forma criativa e emocionante. O que ainda causa certo estranhamento, no entanto, é  a diferença nítida de qualidade entre as cenas coloridas produzidas em 1990 e a o fechamento tridimensional escuro e pesado. Nessa reapresentação isso se agrava ainda mais por conta das diferenças de qualidade técnica de produção realizadas em tempos distintos.

>>> Ficha Técnica

Ano: 2010

Canal: SBT

Produção: Fernando Pelégio e Departamento de Criação Visual SBT (versão 2010)

Som: Marcus Vianna & Sagrado Coração da Terra

>>> Postado por André Luiz Sens

Abertura: Uma Rosa com Amor.

Escrita pelo autor de Os Mutantes, Tiago Santiago, Uma rosa com Amor é a nova novela do SBT, inspirada na obra homônima de Vicente Sesso, transmitida em preto e branco em 1972 na Rede Globo. Em ambas as tramas, a protagonista da história é Serafina Rosa (criativo, não?), uma moça pobre que todos os dias manda para si mesma uma rosa  e seu sonho é casar com o patrão rico francês que, aliás, acaba se casando com ela para resolver seus problemas de visto no Brasil e, por sua vez, salvar os negócios escusos da empresa. Outra personagem importante é o velho Pimpinoni, que trabalha com marionetes que são o principal elemento que serve inclusive de mote para a criação e produção da abertura. A vinheta do SBT resume um dia na vida de Serafina, através de bonecos, cordas e cenários estilizados e bem acabados. O que parece estar no mínimo desconexo é a música escolhida para a trilha, que não parece casar com o clima lúdico e delicado das cenas. E falando em coisas que não se encaixam, vale ressaltar mais uma vez que a assinatura final, que por sinal adere a uma linguagem um pouco antiquada e ideias óbvias, nada tem haver com o restante do vídeo. Não muito diferente do que a Globo costuma fazer em suas novelas.

Mas quem pensa que foi na abertura de Filhas da Mãe, que as marionetes ganharam destaque pela primeira vez, a primeira versão de Uma Rosa com Amor já trazia esses bonecos. Mas de uma forma completamente diferenciada. Um trabalho bidimensional, minimalista e monocromático, produzido pelo designer e cenógrafo Cyro del Nero.  No entanto, voltando a falar da assinatura, a versão de 1973 se revelava bem mais moderna e melhor estruturada em termos de logotipo e símbolo que a versão atual, embora ambas trabalhem com a mesma ideia da conjunção entre um coração e uma rosa. Já a abertura em si, mesmo com as limitações da época (afinal é 1973), apresenta composições bem instigantes, mesmo apresentando traços exageradamente infantis. Enfim, o interessante notar os conceitos e ideias em comum e a forma como elas foram abordados e trabalhados em cada projeto.

>>> Ficha Técnica

Ano: 2010

Canal: SBT

Produção: Departamento de Criação Visual do SBT

Som: “Oh, Pretty Woman”, de Roy Orbison

>>> Postado por André Luiz Sens

Top Televisual: Aberturas com feias

título top televisual feias

O sucesso das feias da teledramaturgia é inegável. Tanto é, que elas sairam da América Latina e ganharam o mundo, incluindo os Estados Unidos e a Europa. No Brasil, o mais recente exemplo é a novela “Bela, A Feia”, da Rede Record, que mais uma vez repete a fórmula do estereótipo da mulher com aparelhos nos dentes, óculos fundo-de-garrafa e roupas bregas  e que é apaixonada por seu chefe mulherengo.

Confira, então, as aberturas de algumas dessas novelas. Aliás, para combinar com o tema, a classificação do Top Televisual está ordenada segundo o principal atributo da protagonista.

>>> 5º Lugar – Ugly Betty (EUA, 2006)

>>> 4º Lugar – Verliebt In Berlin (Alemanha, 2005)

>>> 3º Lugar – Bela, a Feia (Brasil, 2009)

>>> 2º lugar – Yo Soy Betty La Fea (Colômbia, 1999)

>>> 1º Lugar – La Fea Más Bella  (México, 2006)

>>> Postado por André Luiz Sens

Vinheta: SBT [Institucionais 2009]

título vinhetas sbt 2009

Para a comemoração dos 28 anos da emissora, o Departamento de Criação Visual do SBT, sob a direção de Fernando Pelégio, produziu uma série de dez vinhetas com o novo slogan do canal: “A TV mais feliz do Brasil”. E dessa vez, o SBT trouxe algo completamente diferente e inusitado do que costuma trazer em seus institucionais.  As principais estrelas da casa, incluindo as mais recentes contratações aparecem como bailarinos dos mais variados estilos musicais e performances, como hip hop, can can e balé clássico. No entanto, nenhum deles precisou participar das gravações dessas apresentações musicais. Imagens estáticas de suas cabeças foram inseridas por meio de computação gráfica aos bailarinos, tornando tudo ainda mais engraçado.

Na verdade, essa ideia era originada de uma apresentação da dupla “Faces of Disco” no programa Britain´s Got Talent, o tão comentado programa da Susan Boyle no qual o próprio SBT comprou os direitos. Mas no caso deles, eles utilizaram máscaras físicas ao vivo em homenagem a personalidades americanas e britânicas.

Atualização: Se você quiser, é possível ter uma versão personalizada (veja o exemplo de Letícia Ceschini) das vinhetas do SBT. Isso porque na verdade, “Faces of Disco” não foi a origem principal dos novos institucionais, como foi comentado anteriormente. A dupla só se baseou em uma brincadeira de um site chamado Jib Jab, no qual o SBT adquiriu na íntegra todos os vídeos no qual podem ser inseridos pelos usuários do site imagens de cabeças de amigos e enviar por e-mail com um cartão animado.  O único trabalho do SBT foi inserir as fotos dos contratados. Quanto trabalho a equipe do Departamento de Criação Visual do SBT teve, hein?

site jib jab vinheta sbt

De qualquer forma, as vinhetas são bastante engraçadas e refletem o clima do conceito do novo slogan. No entanto, o público do SBT mais tradicionalista, acostumado a vinhetas com recursos estilíscos espetacularizados podem estranhar. Mas convencer até o “patrão” a aparecer em uma montagem como um rebolante bailarino stripper é um avanço e tanto para uma renovação da linguagem do canal.

vinhetas sbt 2009

Segue no canal da Manina Lima ou no Caligraffiti todas as vinhetas.

>>> Ficha Técnica

Ano: 2009

Canal: SBT

Produção: Fernando Pelégio e o Departamento de Criação Visual do SBT

>>> Postado por André Luiz Sens

>>> Contribuições: Querido Leitor e Caligraffiti

(atualizado em 19.08.2010)

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