
A abertura do reality show da Rede Record, A Fazenda, mostra conceitos e uma linguagem visual que definitivamente não revelam o real propósito do programa: a intimidade das celebridades em um ambiente artificialmente rural. O vídeo traz personagens tridimensionais em uma fazenda que lembram a bem executada abertura da novela Pé na Jaca da Rede Globo. No entanto, os acabamentos gráficos e movimentos da embalagem do reality show se mostram aquém. Além disso, causa certa estranheza quando as personagens, baseadas em bichos típicos de fazenda, tem seus pés substituídos por rodinhas mecânicas, no intuito, talvez, de mostrar uma fazenda hi-tech. Aliás, ideia de mascotes robotizados em reality show já foi anteriormente utilizada com maior propriedade pela Rede Globo no seu Big Brother na figura do bizarro RoBBB. Independente das referências anteriores, essa linguagem parece muito infantil e limitada para um programa definitivamente com uma característica mais adulta. Mas não será nem um pouco estranho presenciar futuramente a tentativa de comercialização dessas mascotes em forma de brinquedos, como também já foi feito pela sua concorrente e sua principal fonte de inspiração.





De qualquer forma, apesar das considerações, o trabalho elaborado pela produtora Indigo é bastante louvável, sendo que as ideias, os estudos de personagens e próprio processo de criação se mostraram mais ricos e esteticamente mais interessantes que o próprio produto final, como podem vistos abaixo e no blog da Indigo com detalhes.









>>> Ficha Técnica
Ano: 2009
Canal: Rede Record
Produção: Indigo, Mono, Marcelo Gavini, Maurício Kenzo, Daniel Tupinambá, Eduardo Nakamura, Leila Oliveira, João Baptista, Rubens Alves, Bruno Saito, Marcelo Chiquilho, Rui Okusako, Fausto Denda e Rodrigo Olaio
Som: “Stayin’ Alive” de Bee Gees
>>> Postado por André Luiz Sens
>>> Contribuições: Indigo
(atualizado em 28.09.2010)

Um homem rico é morto por um bandido dentro de seu carro a tiros na frente de uma mansão. E o revólver deixado na cena é empunhado por uma mulher, que também compartilha da mesma classe social do assassinado. Motivada pelo ocorrido, essa mulher é “teletransportada” como uma imponente policial para um mundo completamente oposto: a favela. E lá ela se vê na captura de bandidos, elementos parecidos com aqueles que destruíram a vida daquele homem do carro.
Bom, essa é a história contada na vinheta de abertura da série policial da Rede Record, A Lei e o Crime. Nela, já nos é revelado um dos motes da trama. Inclusive nos dá uma idéia do que os acontecimentos e as ações podem desencadear fortes mudanças nos destinos das pessoas. As relações dessas personagens e os motivos desses crimes, ficam por conta da série, mas o importante é como a abertura foi feliz no quesito produção, que se aproxima bastante da estética cinematográfica. Efeitos especiais (como os tiros em câmera lenta, no manjado estilo “Matrix”), pontos de vista e tomadas inusitadas, trilha sonora eletrizante, fotografia e cores bem executadas, além de uma enorme atenção aos detalhes agregaram qualidades de superprodução a série. O que não é mentira, vide a qualidade técnica da série em si.

>>> Ficha Técnica
Canal: Rede Record
Ano: 2009
Produção: Ligia Novaes (Direção de Arte)
Trilha Sonora: “Sangue Frio”, do cantor Libra.
>>> Postado por André Luiz Sens

Vidas Opostas foi uma novela de sucesso da Rede Record, transmitida em 2006. A história da trama, assim como o próprio nome já deixa claro, mostra os dois lados do Rio Janeiro e as suas gritantes diferenças sociais. E a abertura nada mais que aponta esses dois mundos. Para isso, são utilizados de um jogo de espelhos tridimensional que reflete essas cenas da realidade carioca com outras situações paradoxais. Ao final descobre-se que esses espelhos são parte do próprio logotipo da assinatura, que também se apropria da duplicação simétrica para reforçar o conceito. Contudo, essa ideia não é nada original. Não só pelo fato de a abertura se apresentar muito próxima da linguagem da Rede Globo (reforçada inclusive pelo ambiente carioca), mas também por revelar muitas semelhanças com a novela América (2005), também da sua concorrente, que empregou de modo muito parecido a marca para mostrar dois universos distintos (no caso Miami e Rio de Janeiro).
Postado por André Luiz Sens

Vidas Opostas foi uma novela de sucesso da Rede Record, transmitida em 2006. A história da trama, assim como o próprio nome já deixa claro, mostra os dois lados do Rio Janeiro e as suas gritantes diferenças sociais.
A abertura nada mais que aponta esses dois mundos. Basicamente a vinheta é formada por um jogo de espelhos que reflete situações paradoxais. Ao final, descobre-se que esses espelhos são parte do próprio logotipo da assinatura, que, aliás, apresenta uma duplicação simétrica e espelhada das palavras, de forma a reforçar o conceito da oposição.
Contudo, essa ideia se mostra nada original. Não só pelo fato da abertura se apresentar muito próxima da estética usualmente empregada na Rede Globo (reforçada inclusive pelo contexto carioca), mas também por revelar muitas semelhanças com a apresentação da novela América (2005), também da Rede Globo, que utilizou de conceitos e formas bastante similares para mostrar os dois universos distintos da trama: Miami e Rio de Janeiro.
>>> Ficha Técnica
Ano: 2006
Canal: Rede Record
Produção: Rede Record
Trilha: ”Aquarela do Brasil” (de Ari Barroso por Léo Gandelman)
(atualizado em 02/08/2011)
Em 2006, a Record estreou a novela Cidadão Brasileiro, que contava a trajetória Antônio Maciel, desde de 1955 até a atualidade. A justificativa para o nome da trama se deu porque Maciel havia se envolvido ao longo de sua vida, em vários momentos históricos marcantes do país, incluindo até a formação de Brasília. E era a partir desse contexto que a abertura se baseava. Na vinheta, um homem caminhava e envelhecia enquanto seu ambiente ao seu redor modificava-se de acordo com sua evolução. Mesmo não sendo uma idéia original, a composição e animação das imagens e dos elementos cênicos foram muito bem executadas e organizadas, de modo a passar a nítida idéia, através de uma estética realista, de uma construção evolutiva de forma tênue e integrada e ao mesmo tempo marcante e emocionante (devido, é claro, a contribuição da trilha sonora “Ponteio”, de Edu Lobo e Zizi Possi.
Postado por André Luiz Sens

A pílula de hoje é abertura da novela “Prova de Amor” da Rede Record em 2005, que está sendo reprisada atualmente. Essa novela representou o investimento da emissora em uma programação similiar a sua concorrente de sucesso, a Rede Globo. Freqüentemente, as novelas da emissora carioca utilizam dessa temática em suas aberturas, por questões não somente ornamentais, mas também estratégicas. E a Record anda adotando essa estratégia de sucesso.
Na abertura foram utilizadas principalmente cenas do saudável e descontraído Rio Janeiro com suas belíssimas paisagens naturais e seus conhecidos pontos turísticos. Os grafismos adicionais formados por coloridos fluidos e flores não trouxeram nada de inovador. Muito pelo contrário. Esse recurso pode ser visto demasiadamente em diversos projetos gráficos que tem o objetivo de agregar informalidade e jovialidade.
A trilha sonora com a música “O Barquinho”, de Karla Sabah, ressaltou ainda mais as qualidades cariocas, assim como a assinatura que transformou a letra “M” em uma representação estilizada do Corcovado.
Postado por André Luiz Sens
Em meio a muito fogo estréia a nova novela da Rede Record: Chamas da Vida. E, por sua vez, a abertura mostra de maneira objetiva o principal mote do seu enredo. Através de intensas labaredas, os personagens da própria novela se revelam em situações que de alguma forma são usualmente associadas a esse elemento natural. O fogo, dependendo do contexto, pode ter vários significados, como a paixão, o sexo, a maldade, o conflito, a tragédia, a vida, entre muitos outros advérbios comuns em uma história de uma novela. E essa parece ser a mensagem principal da abertura.
Toda essa simbologia que o fogo apresenta, além da relação com a própria sinopse, já bastaria para que ele fosse eleito o principal e quase único componente da vinheta. Porém os desenhos por ele produzidos são únicos e foram explorados de maneira praticamente natural. Pelo menos não se percebe a utilização do recurso computacional na produção das chamas.
A trilha sonora fica por conta da música “Fogo e Paixão”, que certamente foi escolhida por sua popularidade e pela letra que tem uma relação direta com o conceito da vinheta e, obviamente, com o enredo da novela.
Já a assinatura gráfica apresenta uma tipografia moderna e uma estrutura metalizada que reflete as chamas, além de alguns espaços formados por silhuetas de bombeiros, os profissionais, que diante de tanto fogo, só poderiam ser os protagonistas da história.
Postado por André Luiz Sens








