Na tentativa de recuperar sua audiência depois de Máscaras, a Rede Record escalou para seu principal horário de novelas uma história com um drama leve e bem-humorada. Escrita por Gisele Joras, “Balacobaco” conta a história de Isabel (Juliana Silveira) uma moça que se separa do marido pilantra e vê sua irmã e seu cunhado serem mortos por uma lancha pilotada pelo vilão da trama. Antes de morrer, a irmã de Isabel revela que sua filha é de outro homem. Ela, então, cria Taís e vai em busca do pai da garota.
Escrita por Lauro César Muniz, a novela “Máscaras”, da Rede Record, contava a história de Otávio Benaro (Fernando Pavão) um rico empresário que procurava por sua esposa problemática, Maria (Míriam Freeland), após ela e seu filho terem sido sequestrados em um navio. Otávio, desconfiado de todos, assumia outra identidade e se envolvia em uma complexa trama cheia de mistérios, sem saber que o homem que havia a roubado ainda estava vivo.
Depois de muitas especulações que duraram quase um ano, a partir de um vazamento de um registro do INPI feito pela própria emissora, a Rede Record finalmente estreou sua nova marca gráfica. Mantendo os mesmos conceitos, mas com um tratamento videográfico um pouco mais contemporâneo, a nova marca promete trazer um visual mais moderno ao canal.
Estreou em janeiro na Rede Record a superprodução “Rei Davi”, a terceira parte da trilogia de minisséries de adaptações bíblicas, seguida da “A História de Ester”, exibida em 2010 e “Sansão e Dalila”, em 2011. Dessa vez, a história tenta reproduz com detalhes a vida do importante personagem bíblico Davi, influenciador na formação de várias religiões e autor de alguns salmos do livro sagrado cristão.

Após fazer sucesso no SBT em 2004, a novela mexicana adolescente “Rebelde” ganhou esse ano sua versão brasileira, apresentada pela Rede Record.
Como muitos devem saber, a novela conta a história de 6 adolescentes estudantes que formam um grupo musical. Paralelo a isso estão os temas comuns em programas para jovens: relacionamentos amorosos, trapaças, conflito de gerações e eventualmente drogas e sexo. A intenção da Record é fazer com que a novela possa ficar por, pelo menos, 3 anos no ar, rendendo assim lucro com shows e linhas de produtos licenciados. Com o intuito de se aproveitar do sucesso da versão original mas, ao mesmo tempo, descolar a figura dos atores mexicanos aos personagens, a abertura da novela usou um recurso raso: apresentar os atores e atrás deles o nome dos personagens. Dessa forma a Record tenta inserir sua nova versão em novos e antigos fãs.
Como em quase todos os programas com temática adolescente exibidos hoje em dia – desde a longínqua “Malhação” até a frustada “Alta Estação“, esta exibida pela própria Record entre 2006 e 2007 – “Rebelde” usa muitas cores, formas fluidas e animações dinâmicas para se comunicar com esse público.







A abertura inicia com uma pessoa usando um tablet e entre os toques na tela aparecem as imagens do novo elenco. Assim, um a um, os personagens nos são apresentados, mostrando atitudes que fazem referência à personalidade de cada um deles, com isso o público já pode eleger seus preferidos. Eles estão em um cenário virtual, cheio de cores e objetos flutuantes e logo atrás deles está uma espécie de telão, em que os nomes dos personagens aparecem e logo depois eles mesmos passam a ser exibidos nele. No fim, o elenco se reúne e caminha por linhas coloridas, numa referências a cordas de violão ou guitarra, instrumentos usados pelos personagens e então o logotipo da novela é revelado.


Não há nada de inovador na abertura da versão brasileira de “Rebelde”, estão lá todos os clichês do mundo adolescente e ainda o foco nos personagens e não na história. Por várias temporadas a novela Malhação usou o mesmo recurso, focar nos personagens ao invés da história, em suas vinhetas de abertura.
Algo que possa chamar a atenção na vinheta é no logotipo da novela. A estrutura é a mesma da versão mexicana, mas a versão brasileira ganhou cores, numa clara referência ao nosso carnaval e ao espírito festivo do Brasil.
Para relembrar, a abertura de “Alta Estação” e algumas versões de “Malhação”:
>>> Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: Rede Record
Visual
Produção: Rede Record
Som
Trilha: “Para Sempre” (de Rick Bonadio, Di Ferrero e Gee Rocha por Elenco de Protagonistas)

Ganhar R$ 200 milhões na loteria pode mudar a vida de muita gente e, sendo tema de novela, render intrigas e disputas ao longo de meses. Essa é a trama central de “Vidas em Jogo”, novela que a Rede Record estreou no último dia 3 de maio. Um grupo de dez amigos, cada um com suas dificuldades, ganha na loteria o valor milionário e dividem o dinheiro.
O trocadilho presente no nome da novela, uma vez que loteria é um jogo, fica mesmo somente no nome. Nem o logotipo nem a abertura da novela conseguem passar a sensação de jogo, com peças, movimentos e estratégia.


Um cenário virtual, que tem a cidade do Rio de Janeiro ao fundo, simula uma espécie de tabuleiro onde pessoas caminham, tendo suas vidas normais e cotidianas impedidas por muros de vidros gigantes. Eles começam a se erguer separando ou cercando as pessoas, impedindo-as de sair daquele espaço e seguir em frente. Ao final esses muros formam o polido logotipo da novela cujas letras fazem um movimento que as deixam desalinhadas, reforçando a sutil ideia do jogo.
É uma abertura esteticamente agradável, com cores contrastantes, entre azul claro e amarelo alaranjado, mas conceitualmente fraca. Não seria necessário usar cédulas de dinheiro para fazer entender que a trama central da novela trata de jogos, mas um muro de vidro azul não nos remete a dinheiro, riqueza e poder em momento algum. As pessoas ali também não estão sendo manipuladas como peças de tabuleiro, mas andando ao acaso enquanto um acontecimento inesperado acontece. O que talvez faça relação entre trama e vinheta sejam os impedimentos que essas pessoas terão na vida a partir do momento em que ganham o prêmio da loteria.
A direção também deixa a desejar. As pessoas não esboçam muitas reações pelo fato de algo aparecer e as impedir de continuar o seu caminho. E há também cenas de pessoas correndo que não parecem estar num ambiente ao ar livre e sim num estúdio, correm como se estivessem em uma esteira. Situações que causam desconforto.
A música tema, “É”, de Gonzaguinha, é um dos poucos elementos que conseguem fazer a ponte conceitual entre trama e abertura. A letra fala de pessoas que querem ser respeitadas e reconhecidas como gente e não como seres inferiores, assim como o grupo de amigos que ganha na loteria.












Existem dois exemplos de aberturas de novela que falam de temas parecidos e que souberam usar melhor o conceito , pelo menos do nome, em suas vinhetas. Em “Jogo da vida”, da Rede Globo, a abertura mostrava um jogo de boliche em que os pinos agem como seres humanos, fugindo da bola. Em “Amor e Intrigas”, da própria Rede Record, a abertura trazia peças de xadrez sendo manipuladas numa cidade que servia de tabuleiro, no qual, ao final, o rei era derrubado. São dois jogos diferentes em duas épocas diferentes mas que, transformando as peças em seres com características humanas, conseguiram passar a ideia de disputa, melhor do que foi apresentado agora.
Havia muto potencial para a produção dessa abertura se valendo da trama da novela, mas ele foi desperdiçada ao focar somente na estética do vídeo.


>>> Ficha Técnica
Ano: 2011
Canal: Rede Record
Visual
Produção: Rede Record
Som
Trilha: “É” (de Gonzaguinha por Gonzaguinha)

A nova novela da Record traz uma história de época que envolve política e preservação ambiental em uma cidadezinha interiorana chamada Ribeirão do Tempo, responsável por dar nome a trama. Para construção da abertura, foi utilizada uma ideia bastante interessante, mas nenhum pouco desconhecida. Fotos antigas são sobrepostas e organizadas em um ritmo de stop-motion de modo a formar uma animação e contar histórias. Referências claras ao famoso comercial The Pen Story, que também é inspirado em uma fascinante animação japonesa envolvendo um lobo e um porco. No caso da abertura, o stop-motion é simulado e as movimentações de câmera parecem artificiais o que a deixa bem mais aquém de suas inspirações. E o fato dos vídeos serem extremamente conhecidos devido sua intensa disseminação na internet causa certa frustração para alguns, já que sugere inevitáveis comparações que nem ao menos são superadas. De qualquer forma, o material, bem como a a trilha sonora de Tom Zé são bem produzidas, com ressalva mais uma vez à assinatura que parece um pouco desconexa com a linguagem do restante do vídeo.
>>> Ficha Técnica
Ano: 2010
Canal: Rede Record
Som: “Pique do Tempo”, por Tom Zé
>>> Postado por André Luiz Sens

O sucesso das feias da teledramaturgia é inegável. Tanto é, que elas sairam da América Latina e ganharam o mundo, incluindo os Estados Unidos e a Europa. No Brasil, o mais recente exemplo é a novela “Bela, A Feia”, da Rede Record, que mais uma vez repete a fórmula do estereótipo da mulher com aparelhos nos dentes, óculos fundo-de-garrafa e roupas bregas e que é apaixonada por seu chefe mulherengo.
Confira, então, as aberturas de algumas dessas novelas. Aliás, para combinar com o tema, a classificação do Top Televisual está ordenada segundo o principal atributo da protagonista.
>>> 5º Lugar – Ugly Betty (EUA, 2006)
>>> 4º Lugar – Verliebt In Berlin (Alemanha, 2005)
>>> 3º Lugar – Bela, a Feia (Brasil, 2009)
>>> 2º lugar – Yo Soy Betty La Fea (Colômbia, 1999)
>>> 1º Lugar – La Fea Más Bella (México, 2006)
>>> Postado por André Luiz Sens





