A comercialização de vinhetas.

By andrelsens

Hoje, no Blue Bus, Julio Moreira escreveu uma notícia sobre a comercialização de inserções publicitárias dentro da vinheta do Jornal Nacional. Julio, em seu post, trata essa estratégia comercial como inovação. Contudo, essa pratica está se tornando cada vez mais comum. E não é verdade que isso, de certa forma, não existia anteriormente. Nos primórdios da televisão, os nomes dos programas eram veiculados a uma marca e, por sua vez, as vinhetas incorporavam a sua identidade. Circo Bom Bril, Grandes Espetáculos União e o famoso Repórter Esso são exemplos.

Com o passar dos tempos, essa prática acabou se tornando cada vez mais sútil, já que não era mais vista com bons olhos. Afinal, o programa acabava ficando muito atrelado a marca, dificultando a comercialização com concorrentes e podendo ser um ponto negativo em relação a credibilidade, no caso dos telejornais, por exemplo. Mas não quer dizer que não exisitiam. Hoje, o que acontece é o inverso. A marca do produto ou serviço se adequa a identidade do programa. Já foram mostrados aqui no blog dois exemplos: A aberturas da novela Feijão Maravillha (1979) e do reality show Aprendiz (2008), da Rede Record. No segundo exemplo, vemos que as possibilidades publicitárias dentro de uma vinheta podem levar a um certo extremo, que de alguma forma podem prejudicar a própria imagem do programa, como acontecia no início da tevê.

Abaixo, seguem mais dois vídeos que ilustram as possibilidades publicitárias já utilizadas na tevê brasileira: a abertura de O Repórter Esso, a abertura da segunda versão da novela Anjo Mau, com a inserção da marca Avon. (Update: Confira também na abertura de A história de Ana Raio e Zé Trovão, no qual há a introdução dos postos Ipiranga.)

Abertura Repórter Esso

Abertura de Anjo Mau ( 2a. versão )

Postado por André Luiz Sens

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3 Respostas para “A comercialização de vinhetas.”

  1. felipe Disse:

    Com a proposta da tv digital de poder suprimir os intervalos comerciais, será necessário fazer merchandising nas produções televisivas. Vamos ver o que poderá acontecer daqui pra frente.

    Quando vi a abertura da segunda versão de “Anjo Mau” eu me perguntava porque a Avon estava presente. A novela não falava nada sobre beleza ou algo parecido que pudesse influenciiar o público de forma tão direta.

    Ainda hoje eu penso se foi um erro de edição ou se foi proposital.

  2. andrelsens Disse:

    Bem leembrado você citar as novas formar de publicidade na televisão tendo em vista a tecnologia da TV digital. Bom, em relação a Anjo Mau, acredito que dificilmente uma marca na televisão parece sem querer. E naquele caso, o batom era o elemento mais forte e acredito que uma abordagem publicitária no conceito da abertura, funcionou bem.

  3. Thales Reb'X Disse:

    É bem interessante esta forma de publicidade, na qual é mais discreta e, na minha opinião, atinge melhor o tele espectador. Outras aberturas de novela que reparei que mostrava (pois não sei confirmar se era um possível anuncio mesmo) era o de “Fera Racidal” e “Roque Santeiro”, pois a moto usada pelas duas aberturas e o trator (em “Roque Santeiro”) eram da marca Agrale, e a marca pode ser bem vista nas duas aberturas.

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